Encabezado

mayo 27, 2013

Libertade amordaçada (2) - Argentina: país sem referência de preços

Governo controla índice de inflação, o que dificulta contratos, e proíbe anúncios de ofertas nos jornais

Janaína Figueiredo

Correspondente do GLOBO/GDA

BUENOS AIRES Em fevereiro de 2007, os argentinos perderam o que economistas no mundo inteiro consideram um bem público: estatísticas oficiais confiáveis elaboradas pelo Estado. Referência importante para a sociedade, é com base nesses números, por exemplo, que são negociados contratos, aluguéis, preços e salários. Na época, o então presidente, Néstor Kirchner (2003-2007), ordenou a intervenção no Indec (o IBGE local) e deixou o comando do organismo em mãos do secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, que se tornou uma espécie de superministro. 


Nos últimos cinco anos, Moreno fez uma profunda reestruturação no Indec, afastando técnicos com mais de uma década de experiência e impondo uma equipe composta, em grande medida, por militantes. Além disso, mais recentemente, Moreno também comandou a cruzada contra o grupo Clarín; processou empresas de consultoria que passaram a divulgar na mídia seus próprios indicadores de inflação; controlou preços em supermercados; proibiu a publicação de ofertas de supermercados e lojas de eletrodomésticos em meios de comunicação impressos (para asfixiar os principais jornais do país com perda de receita publicitária). Além disso, limitou a atuação de tradicionais associações de defesa dos direitos dos consumidores, que desde 2007 questionam os métodos do secretário para conter a inflação. 

Para mostrar como as restrições à liberdade de expressão e a intervenção do governo argentino em vários setores do país afetam a sociedade como um todo, O GLOBO iniciou ontem uma série de reportagens intitulada "Liberdade Amordaçada". Os textos estão sendo compartilhados com mais dez jornais da América Latina que, como O GLOBO, integram o Grupo de Diarios América (GDA). 

No primeiro ano de gestão de Moreno, o Indec estimou que o Índice de Preços ao consumidor (IPC) atingiu 8,5%. Já com as primeiras suspeitas de manipulação pairando sobre o organismo, empresas de consultoria privadas decidiram realizar suas próprias medições, estimando, em média, uma inflação de 16,7%. Os economistas argentinos, explica Marina Dal Poggetto, da consultoria Miguel Bein, "ficaram sem uma ferramenta essencial de trabalho. Foi como deixar um médico sem bisturi". Já a sociedade, enfatizou a economista, "perdeu um termômetro necessário na hora de discutir qualquer tipo de contrato". 

- Hoje a realidade é que ninguém sabe qual é a inflação real e isso afeta os 40 milhões de argentinos - diz Marina. 

Pressão por reajustes salariais

A estratégia adotada por Moreno foi simples: sua secretaria denunciou na Justiça pelo menos 11 empresas de consultoria que passaram a ser consultadas por jornalistas locais, dadas as suspeitas de manipulação no Indec. Moreno as acusou de ter violado a Lei de Lealdade Comercial (que proíbe a divulgação de preços falsos) e exigiu pagamento de multa de 500 mil pesos (US$ 95 mil). Há dez dias, a Justiça suspendeu a medida no caso de sete empresas, inclusive a de Miguel Bein e a Ecolatina (fundada pelo ex-ministro da Economia Roberto Lavagna). Mas, sem exceção, as consultorias decidiram continuar fora da mídia por temor de novas retaliações. 

A saída encontrada por jornais não alinhados com as políticas da Casa Rosada foi informar o chamado Índice de Preços do Congresso, que passou a ser divulgado todos os meses por deputados opositores, em base a estimativas privadas. No entanto, o IPC do Congresso (cuja fonte não é conhecida e, portanto, tampouco confiável) não supriu o que foi perdido pelos argentinos. O dano causado pela intervenção do Indec afetou toda a economia do país: consumidores, donos de imóveis, pequenos, médios e grandes empresários e comerciantes. Todos foram obrigados a aprender a viver sem saber qual é a inflação real. 

Em 2012, o comerciante Fernando Céspedes, dono de uma ótica no bairro de Palermo, reajustou, em média, em 35% seus produtos. Ele explicou que foi obrigado a aumentar de forma expressiva alguns preços porque seus fornecedores fizeram a mesma coisa: 

- As grandes empresas podem absorver a alta de custos de produção, mas os pequenos, mais desprotegidos, são os que mais elevam os preços. 

Os sindicatos que estão em negociação salarial exigem reajustes acima de 25% e obtêm o aval da Casa Rosada, apesar da contradição com os números do Indec, que em 2012 calculou um IPC de 10,8%, abaixo dos 25% estimados por analistas. 

Desconfiança generalizada

O mesmo problema enfrenta a corretora Julia Mel, da imobiliária Raúl Mel. Após a intervenção no Indec, os contratos passaram a incluir cláusulas sobre reajustes de preço no segundo ano de aluguel. Primeiro eram aumentos de 10%, depois 15% e nos últimos dois anos o percentual subiu para 25%. 
- Muitos donos de imóveis pedem taxas mais altas, mas o limite é a capacidade de pagamento dos inquilinos - diz Julia. 

Os proprietários mais assustados com a escalada da inflação preferem aumentos semestrais, mas estes, diz a corretora, são os apartamentos mais difíceis de alugar. 

Segundo a Universidade Di Tella, a expectativa de inflação dos argentinos para este ano é de 30%. Com o Indec mergulhado numa crise de legitimidade, economistas sob ameaça de perseguição judicial e governos provinciais cada vez mais atemorizados (das 15 províncias que mediam a inflação, hoje apenas três continuam divulgado seus indicadores), os argentinos não só duvidam de tudo, como também acham que a inflação é ainda maior do que calculam consultorias privadas. 

Em meio a esta conjuntura e diante de eleições legislativas em outubro (que definirão o futuro do kirchnnerismo), a Casa Rosada decidiu congelar o preço de dez mil produtos (por pressão dos supermercados, cujas vendas foram prejudicadas, a partir de junho serão apenas 500). O plano de Moreno entrou em vigor em fevereiro passado e, no mesmo mês, o secretário comunicou aos donos de supermercados e redes de eletrodomésticos a decisão de vedar a publicação de anúncios com ofertas nos grandes jornais do país ("Clarín", "La Nación" e "Perfil"). A medida representou um duro golpe para os jornais, mas também para os consumidores argentinos: segundo pesquisa da CCR, 78% da população argentina segue as ofertas na hora de decidir uma compra. 

A União de Consumidores Argentinas (UCA), lançou a campanha "Precisamos estar informados": 

- O congelamento foi um fiasco e, ainda por cima, acabaram com uma ferramenta essencial que permite aos consumidores comparar preços e ser informados sobre ofertas. O direito à informação do consumidor está protegido pela Lei 24.240 - diz Fernando Blanco Muiño, presidente da UCA. 

Ele, como o ex-deputado socialista Héctor Polino, à frente da Consumidores Livres; e Sandra González, da Associação de Defesa de Consumidores e Usuários, são excluídos dos encontros realizados por Moreno com ONGs de defesa dos consumidores. No caso de Polino, no ano passado, o secretário suspendeu preventivamente sua ONG do Registro Nacional de Associações de Consumidores, por divulgar aumentos no valor da cesta básica.

- Foi uma medida arbitrária, sem precedentes em nosso país - diz Polino.

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ENTREVISTA A GRACIELA BEVACQUA:

"Deixaram a Argentina sem estatísticas públicas sérias”


Janaína Figueiredo
Correspondente do GLOBO/GDA

BUENOS AIRES. Desde que a Casa Rosada ordenou a intervenção do Indec (o IBGE local), em fevereiro de 2007, cerca de 700 funcionários do organismo foram afastados de seus cargos ou renunciaram por motivos pessoais (em sua grande maioria, estresse). A ex-diretora do Índice de Preços ao Consumidor (IPC),Graciela Bevacqua, é a mais famosa dos ex-técnicos do Indec, que, além de ter sido demitida, foi denunciada na Justiça pelo secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno. “Destruíram 40 anos de trabalho do Indec e deixaram a Argentina sem estatísticas públicas sérias”, disse Graciela ao GLOBO.

Quando começaram as pressões do governo?

GRACIELA BEVACQUA: Em 2006, um ano antes da primeira eleição de Cristina Kirchner. O secretário Moreno pediu informações sobre o IPC, informações que estão protegidas pela lei que criou o Indec, em 1960. Não podemos dar essas informações, porque com elas o governo pode, por exemplo, pressionar comércios e cidadãos que são fontes do organismo. Como nos negamos, meses depois anunciaram aintervenção.

A senhora continuou em seu cargo de diretora do IPC depois de 2007?

GRACIELA: Foi transferida para outro cargo e finalmente afastada do organismo em 2009. Nunca vimos uma coisa assim. Centenas de técnicos foram substituídos por militantes políticos. O Indec tem hoje 1.500 funcionários, dos quais mil foram contratados após a intervenção. São pessoas sem experiência que trabalham na elaboração de todas as estatísticas, até mesmo no Censo realizado em 2010. Em algumas províncias, já me comentaram que os dados do Censo não são corretos.

A senhora foi denunciada na Justiça.

GRACIELA: Sim, porque armei um grupo de trabalho com estudantes da Universidade Nacional de Buenos Aires e elaboramos nosso próprio IPC. Como muitas consultoras privadas, fui acusada de violar a Lei de Lealdade Comercial, mas a Justiça acaba de suspender a multa de 500 mil pesos que Moreno pretendia nos cobrar. Também fui alvo de uma denúncia penal por agiotagem. Disseram que meu IPC alternativo afetava futuros investimentos de empresas, que alterava o mercado. Uma loucura. Esse processo ainda está aberto e não posso falar muito sobre ele.

Todas as estatísticas do Indec perderam credibilidade?

GRACIELA: Sim, todas. Se o IPC está manipulado, também estão o PIB, a taxa de pobreza, tudo. O Estado deixou de cumprir uma função essencial e os cidadãos perderam um direito.

mayo 26, 2013

Liberdade amordaçada (1) - Na Argentina, atentados contra imprensa

Restrições à publicidade, devassas do Fisco e tentativas de controlar o setor marcam gestão dos Kirchner 

Janaína Figueiredo

Correspondente de O Globo/GDA

BUENOS AIRES Os rumores, nas últimas semanas, sobre uma possível intervenção estatal no Clarín, o mais importante grupo de comunicação da Argentina, são o mais recente capítulo de uma onda de ataques, pressões e restrições à liberdade de expressão no país, desde que o governo Kirchner assumiu. A escalada de atos oficiais contra a liberdade de imprensa na história recente da Argentina é o tema de uma série de reportagens que O GLOBO publica a partir de hoje, intitulada "Liberdade Amordaçada", que mostra como as restrições à liberdade de expressão afetam a sociedade como um todo. Os textos estão sendo compartilhados com mais dez jornais da América Latina que, juntamente com O GLOBO, integram o Grupo de Diarios América (GDA). 


Os primeiros conflitos entre o governo kirchnerista e os meios de comunicação surgiram em meados de 2008, durante a rebelião dos produtores rurais que terminou com a ruptura entre a presidente Cristina Kirchner e seu então vice-presidente, Julio Cobos. A cobertura jornalística da crise dos ruralistas (em meio à qual Cristina pensou em renunciar à presidência) feita por "Clarín" e "La Nación", os dois jornais mais lidos pelos argentinos, foi questionada pelo governo kirchnerista, que, no ano seguinte, culpou a imprensa pela derrota do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) nas eleições legislativas de junho de 2009. 

A resposta não tardou. Três meses depois e com o governo mergulhado numa crise interna, foi aprovada a polêmica Lei de Meios Audiovisuais, ainda motivo de disputas na Justiça. Desde então, segundo jornalistas locais, os meios de comunicação privados e não alinhados com a Casa Rosada são considerados inimigos do projeto de poder kirchnerista, que tem como pilar essencial "o silenciamento de vozes opositoras". 

Este ano, quando o governo Kirchner enfrentará um novo teste nas urnas (as eleições legislativas do próximo dia 28 de outubro), os atentados à liberdade de expressão se intensificam. O kirchnerismo apresentou recentemente um projeto de lei que prevê a expropriação da empresa Papel Prensa, controlada pelos grupos Clarín (49%), La Nación (22,6%) e Estado (28%), iniciativa que deixaria em mãos do Estado o controle total da produção, comercialização e importação do papel de jornal (a companhia abastece 95% dos diários argentinos). 

O governo também redobrou as pressões sobre a Justiça para obter um parecer favorável à plena aplicação da Lei de Meios, principalmente, aprovando no Congresso uma polêmica reforma do Judiciário. Agora, o governo Cristina Kirchner persegue a ideia de uma intervenção no grupo Clarín por meio da nova Lei de Mercado de Capitais. A escalada de restrição à atuação da imprensa tem despertado reações de repúdio por parte de associações de defesa da liberdade de expressão dentro e fora da Argentina, entre elas a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e a Associação Internacional de Radiodifusão (AIR). 

A própria Cristina Kirchner reforçou os ataques a meios de comunicação em cadeias de rádio e TV e o governo aplicou medidas que estão asfixiando economicamente a imprensa, entre elas a proibição (não oficial, mas efetiva) de publicar anúncios de supermercados e de cadeias de eletrodomésticos nos jornais, considerada um atentado ao direito de informação por associações de defesa dos consumidores. Organismos estatais, como a AFIP (a Receita local), também estão sendo usados para intimidar jornalistas e empresas do setor, entre outras ofensivas. 

- No ano passado, registramos 172 agressões a jornalistas e meios de comunicação, incluindo ataques, perseguições tributárias e judiciais e distribuição dos milionários recursos da publicidade oficial só entre empresas alinhadas com as políticas do governo - disse Andrés D'Alessandro, diretor executivo do Foro de Jornalistas Argentinos (FOPEA). 

Entre 2011 e 2012, explicou D'Alessandro, o número de agressões aumentou 41%. 
- Estamos observado a consolidação e naturalização de uma dinâmica permanente de assédio à imprensa - lamentou o diretor executivo do FOPEA. 

Decretos locais para defender liberdade

A utilização de organismos como a AFIP como arma na declarada guerra contra a imprensa independente é cada vez mais intensa. Em 2009, mais de 200 agentes da Receita local participaram de uma inspeção ao grupo Clarín. Este mês, dois jornalistas do canal de TV "Todo Notícias" foram alvo de devassa do Fisco em suas residências. O diretor da AFIP, Ricardo Etchegaray, entrou na Justiça contra o jornalista Matias Longoni, do "Clarín", acusado de provocar "danos e prejuízos" ao funcionário pela publicação do livro "Fora de Controle", uma biografia não autorizada de Etchegaray, que inclui informações sobre sua formação militar na década de 70. O diretor da AFIP exige 1 milhão de pesos (cerca de US$ 190 mil) de indenização. 

- Nos últimos tempos, a AFIP tornou-se central na estratégia de perseguição a jornalistas e meios de comunicação - afirmou José Crettaz, especialista e mídia do jornal "La Nación". 

Apesar de no ano passado ter distribuído cerca de 1,9 bilhão de pesos (cerca de US$ 365 milhões) em recursos da publicidade oficial e com isso controlar, segundo Crettaz, mais de 80% dos meios de comunicação, o governo Kirchner continua enfrentando denúncias de corrupção, questionamentos de suas políticas e críticas diversas por parte de jornais que não dependem do Estado para sobreviver. A escalada de ataques é cada vez maior e levou dois dirigentes de peso da oposição, o chefe de governo portenho, Mauricio Macri, e o governador da província de Córdoba, José Manuel de la Sota, a aprovarem decretos (que deverão tornar-se leis provinciais) de defesa de liberdade de expressão em seus distritos.


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ENTREVISTA A MARTIN ETCHEVERS:

‘O objetivo do governo era nos destruir’

Para o gerente de Comunicações Externas do grupo Clarín, lidar com intimações é rotina

JANAÍNA FIGUEIREDO-O GLOBO/GDA
Correspondente em BUENOS AIRES

Martin Etchevers está sempre às voltas com pressões da Comissão Nacional de Valores (CNV), inspeções inesperadas da AFIP (a Receita Federal argentina) e protestos de sindicatos aliados à Casa Rosada que impedem a circulação do jornal “Clarín”.

Este mês, deputados kirchneristas apresentaram projeto de expropriação da empresa Papel Prensa. O grupo esperava isso?

RESPOSTA Sim, era um final esperado. Desde 2008, o governo vem tentando ficar com a empresa e assim controlar a produção de papel, como fez  Perón na década de 50. Muitos não se lembram, mas, naquela época, jornais como “La Nación” circulavam com apenas seis páginas. O
kirchnerismo está repetindo o modelo de controle da imprensa de Perón.

Qual é a importância da Papel Prensa no mercado argentino?
RESPOSTA A empresa abastece 95% dos jornais argentinos, são cerca de 400 publicações. Se o Estado assumir o controle da Papel Prensa poderá fazer a mesma coisa que Perón. Desde o ano passado já tem (por lei) o controle da importação de papel. Ou seja, poderão nos deixar sem papel e, portanto, sem jornal.

Os rumores de intervenção do grupo continuam?

RESPOSTA Sim, agora temos de esperar o próximo dia 29 de junho, quando será regulamentado o artigo 20 da Lei de Mercado de Capitais, que permite a intervenção (a Comissão Nacional de Valores poderia dizer que um sócio minoritário, neste caso o Estado, está sendo
prejudicado). Há duas semanas, várias fontes nos disseram que a resolução autorizando a intervenção já estava assinada. O risco é grande, e continuamos em alerta.

A disputa judicial pela plena aplicação da Lei de Meios não terminou...

RESPOSTA Não e ainda vai demorar. Mas a última decisão da Câmara Civil e Comercial foi importante. Se a Corte Suprema de Justiça confirmá-la, perderíamos apenas duas emissoras de rádio. O objetivo do governo era nos destruir.

'Proceso de paz es serio y bien diseñado': Joe Biden

Vicepresidente de EE. UU. llega al país para forjar una 'alianza estratégica de alcance regional'.

Por: SERGIO GÓMEZ MASERI 
El Tiempo/Colombia/GDA

La última vez que Joe Biden visitó Colombia fue en agosto del año 2000 cuando el entonces Senador por el estado de Delaware acompañó al presidente Bill Clinton en una visita oficial a Cartagena.
Andrés Pastrana era presidente, Estados Unidos acababa de aprobar el Plan Colombia, el gobierno aún negociaba un proceso de paz con las Farc que iba de mal en peor y en Washington se decía que el país estaba al borde de convertirse en un estado fallido.
En los trece años que han pasado desde entonces es mucho lo que ha cambiado. En palabras del hoy Vicepresidente, Colombia es vista como un ejemplo no solo para la región sino en el mundo y si bien el gobierno se ha embarcado en una nueva negociación con la guerrilla lo hace desde una posición de fuerza en gran parte lograda por el apoyo de los estadounidenses.
A pocas horas de aterrizar en Bogotá, donde inicia una gira que lo llevará también a Brasil y Trinidad y Tobago, el Vicepresidente contestó en exclusiva algunas preguntas para EL TIEMPO.
De acuerdo con Joe Biden, el proceso de paz que se ha lanzado con las Farc “es serio, bien diseñado” y EE. UU. lo seguirá respaldando a través de aportes a los programas de restitución de tierras y reparación de víctimas.
Habla, a su vez, de una nueva era en las regiones hemisféricas marcada por intereses económicos mutuos, pero deja claro, eso sí, que Washington no comulgará con la despenalización en la lucha contra las drogas.
El presidente Obama estuvo hace un mes de gira por México y Costa Rica. Ahora lo hace usted y es claro que hay interés. ¿Pero cómo despejar las dudas que aún existen en la región sobre el compromiso de EE.UU, con Latino América?
Durante las próximas décadas, estaremos poniendo nuestro enfoque en las regiones donde vemos mayores oportunidades, y en realidad no tenemos que buscar más allá del continente americano. No existe otra región en el mundo que contribuya más a la prosperidad de Estados Unidos que el hemisferio occidental, ya sea a través de nuestros crecientes enlaces económicos, culturales o familiares.
Creemos que la mejor forma de avanzar en estos objetivos es a través del compromiso activo con un amplio número de socios, con los que compartimos valores e intereses mutuos. Por eso es que el Presidente, en su primer viaje a la región, prometió una política exterior basada en la colaboración y en la responsabilidad compartida. Por eso el Presidente viajó a México y a Costa Rica; por eso yo estoy viajando a Colombia, Brasil y Trinidad y Tobago; y por eso vamos a recibir a los presidentes de Perú y de Chile en junio, y a otros visitantes de América Latina en el segundo semestre del año. Tendremos, pues, el más alto nivel de compromiso que hemos tenido con América Latina en mucho, mucho tiempo, porque hay muchas oportunidades.
El hemisferio occidental ha experimentado un notable crecimiento económico, así como una profunda transformación democrática. Los gobiernos anteriores han prometido una relación más equitativa y más profunda con la región, pero debo decir que nosotros ya hemos cambiado la forma de relacionarnos con nuestros socios. La pregunta ya no es qué podemos hacer por América Latina, sino qué podemos hacer con Latinoamérica.
Recientemente la OEA entregó un esperado informe sobre las drogas, en el que recomiendan que los países miembros hagan un giro hacia la descriminalización en la lucha contra las drogas. ¿Respaldará su gobierno esa iniciativa?
Entendemos y respetamos que algunos líderes de la región han expresado su frustración por el efecto tan devastador sobre nuestros pueblos, causado por el crimen transnacional que se alimenta del tráfico de drogas. Sea apoyando el valiente trabajo del presidente Santos o de otros líderes de la región, el pueblo estadounidense entiende el impacto del tráfico de drogas en las sociedades de América Central y el Caribe, y algunas partes de Suramérica.
Sabemos que no podemos ver el asunto de la oferta de drogas en América Latina sin también tocar el tema de la demanda en Estados Unidos. Por eso hemos invertido miles de millones de dólares en programas de prevención y en tratamientos contra la drogadicción para abordar el problema de las drogas no solamente desde una perspectiva criminal, sino también como un asunto de salud pública.
También por eso hemos brindado un nivel de cooperación sin precedente a países como Colombia, no solo en contra de las drogas que fluyen hacia al norte, pero también para frenar el flujo de armas y el dinero hacia el sur.
Entendemos que nuestros socios también quieren sostener un diálogo para analizar si las leyes que están vigentes ahora están empeorando la situación. Nosotros estamos dispuestos en tener esta discusión. Sin embargo, no creemos que una legalización amplia de las drogas resolverá el problema o reducirá los niveles de violencia que sufre nuestro hemisferio, y por eso seguimos oponiéndonos a la legalización de las drogas.
Las organizaciones criminales transnacionales que trafican con drogas tienen negocios altamente diversificados de los que también obtienen ganancias sustanciales, como el tráfico de personas, el secuestro, la extorsión y la corrupción. Más allá de eso, los desafíos sociales, de salud y de calidad de vida que el público enfrenta cuando las drogas son más amplios y fácilmente accesibles, son monumentales.
Usted y el Presidente Obama han dicho que están dispuestos a respaldar el proceso de paz en Colombia. ¿Cuál es su lectura de la actual negociación y de qué manera creen que puede ser útil?
Los líderes de Colombia, incluyendo al presidente Santos y su gobierno, merecen un enorme reconocimiento por el lanzamiento de este proceso serio y bien diseñado para poner fin al conflicto, para que los colombianos puedan disfrutar la paz y la prosperidad que tanto merecen. Hemos apoyado los esfuerzos de Colombia para mejorar la situación de seguridad y enfrentar los factores que originan el conflicto.
Pero sabemos bien que los propios colombianos son los verdaderos líderes en este proceso. Estamos preparados para continuar apoyando a Colombia en su meta de avanzar hacia un futuro que incluye nuestro respaldo al programa continuo de restitución de tierras y reparación de víctimas por parte del gobierno, a la búsqueda de opciones más viables para los ciudadanos que operan en la economía lícita, y al respeto por los derechos humanos y el Estado de Derecho.
Tras años de ofrecer ayudas, Estados Unidos ahora se refiere a Colombia como un socio estratégico. ¿Cuál es el futuro de esta relación bilateral?
Colombia ya ha recorrido un milagroso trayecto hacia la seguridad y la prosperidad. Vemos gran potencial en su futuro y en nuestra alianza.
La relación bilateral entre Estados Unidos y Colombia se ha mantenido fuerte por muchos años. Nuestra relación va más allá de la seguridad a largo plazo y de la cooperación antinarcóticos, e incluye temas de índole económico, social, medio ambiental, como también derechos humanos, el Estado de Derecho, ciencia y tecnología, y temas regionales y globales. Cooperamos en innumerables temas de interés mutuo y el trabajo constructivo de Colombia con nosotros en programas de seguridad, iniciativas en materia de desarrollo económico y medio ambientales, energía, clima, y las iniciativas de inclusión social son vitales para el logro de nuestros objetivos comunes.
Hoy, la pregunta central sobre las relaciones entre Estados Unidos y Colombia es cómo aprovechar nuestra estrecha relación para construir una alianza estratégica con visión a futuro y con alcance regional y global positivo. Por eso nos asociamos con Colombia para ayudar a los países de Centroamérica a enfrentar los retos del narcotráfico y el crimen organizado. Por eso negociamos un tratado comercial que ha generado grandes beneficios económicos tanto para los colombianos como para los estadounidenses.
Por eso extendimos la validez de la visa para los colombianos de cinco a 10 años, para así fomentar nuestra relación comercial y cultural. También, por eso nuestro presidente ha hecho público su respaldo a las aspiraciones de Colombia de unirse a la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE). Y por eso mismo nos aliamos con Colombia y otros países para lanzar una iniciativa el año pasado llamada ‘Connect 2022’, que busca proveer a todos los ciudadanos del hemisferio el acceso a electricidad confiable, limpia y asequible mediante el aumento de la interconexión eléctrica. Y apenas estamos empezando.
El TLC parece estar beneficiando más a las empresas estadounidenses (las exportaciones han crecido hasta en un 20 por ciento en el primer año) que a las colombianas. ¿Cómo podemos estar seguros de que los beneficios son para los dos países?
Ambos países han visto verdaderos beneficios. Excluyendo petróleo y café, que se han visto afectados en el último año por problemas no relacionados con el TLC, las importaciones de Estados Unidos desde Colombia han incrementado en un 22 por ciento desde que el acuerdo entre ambos países entró en vigor. Si bien es cierto que antes de la firma del TLC la mayoría de productos colombianos gozaban de acceso libre de aranceles al mercado de Estados Unidos, bajo varios programas de preferencias comerciales, esos programas vencieron en varias ocasiones. Una de las ventajas que la permanencia de nuestro tratado comercial ofrece a los empresarios colombianos es la confianza que ahora tienen para invertir en el desarrollo de nuevos mercados para sus productos en Estados Unidos.

mayo 25, 2013

Por Dentro de O Globo: Argentina, libertad amordazada

Cuando Néstor Kirchner fue electo presidente en el 2003, periodistas argentinos recomendaron observar lo que él había hecho en los 11 años como gobernador de Santa Cruz. Allá los Kirchner también fueron acusados de controlar los medios de comunicación y la Justicia, de favorecer empresarios amigos y de implicación en casos de corrupción. Con Kirchner aún vivo, surgieron señales de que aplicaría en el país el modelo de Santa Cruz.

La intervención del Indec (el IBGE argentino) en 2007, fue en su último año de gobierno. Después vinieron el cerco a la prensa, la expropiación de empresas y, este año, el control de la Judicatura. La sensación entre los argentinos es que las libertades están afectadas. 


O GLOBO inicio este domingo una serie de reportajes en la sección de Economía, que muestra la escalada del cerceamento a la libertad de prensa en el país. Los medios de comunicación privados son perseguidos y los aliados reciben recursos de la publicidad oficial de la presidente Cristina Kirchner. 


Suscrita por la corresponsal en Buenos Aires, Janaína Figueiredo, la serie, que será compartida con los otros diez periódicos que, como O GLOBO, forman parte del Grupo de Diarios América (GDA), mostrará también los efectos de la falta de libertad el día a día de los argentinos. 


"Muchos temen que su país esté copiando el modelo chavista", cuenta Janaína.





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mayo 21, 2013

Por Dentro do GLOBO: Mais um passo para a integração

São muitas as etapas que devem ser percorridas até que o processo de unificação das produções do jornal impresso e do site do GLOBO seja concluído. A experiência mais recente aconteceu na editoria de cultura. No último fim de semana, editores e repórteres decidiram unir um plantão que antes era separado.

— Pela primeira vez, os repórteres escalados para ajudar a fechar o jornal ficaram também com a responsabilidade de atualizar o site. Somamos forças com Liv Brandão, repórter do on-line, e passamos com louvor pelo primeiro fim de semana integrado — afirma Cristina Fibe, editora adjunta do Segundo Caderno.

A integração total já é uma realidade na Rio, onde todos os repórteres foram treinados para operar as diferentes plataformas de produção de reportagens, incluindo a de vídeos. 

— O dinamismo da editoria Rio, com fatos que acontecem 24 horas por dia e sete dias por semana, exige certa independência e rapidez do reportariado, que precisa estar treinado para distribuir a notícia em tempo real — diz Gilberto Scofield Jr., editor da Rio.

Na editoria de Esportes, com a aproximação da Copa das Confederações, esse processo foi intensificado, e o editor assistente Iúri Totti deixou de se dedicar integralmente ao jornal para também trabalhar na edição do site.


— Estou fazendo uma tabelinha bastante construtiva com o Luiz Filipe Barboza (editor assistente responsável pelo Esportes na rede), que também está aprendendo a trabalhar mais intensamente no jornal — conta Iúri.




Foto: Iúri, Liv, Gilberto e Cristina / Gabriel de Paiva / O Globo

mayo 16, 2013

ELNUEVODIA.COM el sitio más visitado por los boricuas

Un estudio realizado por SME reflejó que aumentó el uso de internet en la Isla

Por Yalixa Rivera Cruz / yrivera@elnuevodia.com
El internet sigue aumentando a pasos agigantados en Puerto Rico alcanzando un 57% de uso entre la población de los 12 años en adelante, lo que representa 1.8 millones de usuarios, un incremento de siete puntos porcentuales frente al 2012, reveló hoy un estudio digital preparado por la Asociación de Ejecutivos de Ventas y Mercadeo de Puerto Rico (SME).
El estudio, que evaluó el comportamiento de los usuarios en medios digitales, internet y teléfonos móviles durante el 2013, demostró que de 9 de cada 10 usuarios que están conectados a internet participan de las redes sociales, mientras que ELNUEVODIA.COM se mantuvo como el sitio web más visitado en internet por los usuarios boricuas, tanto en móviles como a través de computadoras.
“Alcanzar un 57% representa un gran logro para Puerto Rico. No sólo por el incremento de siete puntos porcentuales, que es el mayor experimentado, sino porque se da en momentos en que todavía la economía del país está muy frágil”, sostuvo Luis Rodríguez Báez, vicepresidente de Estudios Técnicos, firma encargada de realizar el estudio.
Esta cifra se adelanta mucho a las proyecciones que se tenían de llegar a un 60% en el 2015.
Otros datos ofrecidos por el estudio revelan que el celular se ha convertido en el medio preferido para acceder a internet. Según la investigación existen en Puerto Rico unos 3.1 millones de celulares de los cuales un 78% son teléfonos inteligentes.
El 70.3% de los usuarios se conecta a través del celular, mientras que el 62.7% lo hace a través de computadoras.
Samsung se colocó como la primera marca que reconocen los usuarios cuando le mencionan celular.
Las personas que se conectan a redes sociales prefieren Facebook, seguido de Google+ y Twitter.

abril 29, 2013

Los subsidios han proliferado con la bonanza económica en A. Latina


DESARROLLO: En una década se ha triplicado el número de familias que reciben subsidios. El objetivo era llegar a los pobres, pero hay más beneficiarios.

Grupo de Diarios América (GDA)*

Desde México hasta Argentina, pasando por Venezuela, Colombia, Ecuador, Brasil y Perú, los gobiernos están aprovechando la bonanza económica de la última década para financiar los planes sociales y reducir la pobreza, mejorar la educación y  la salud.

En su objetivo por romper el círculo vicioso de la pobreza, los gobiernos de derecha, centro o izquierda  han multiplicado los subsidios de todo tipo, unos en dinero, otros en especie, unos focalizados y otros generalizados. Pero todos justificados en el principio de construir sociedades más equitativas,  algo que continúa pendiente en América Latina, que actualmente sigue siendo la región con mayor desigualdad en el mundo, pese a los programas aplicados en la última década.

La entrega de bonos se ha convertido en una de las herramientas más utilizadas para que las familias más pobres adquieran alimentos básicos, paguen la cuenta del servicio eléctrico, lleven a sus hijos a la escuela, mantengan a los familiares con discapacidad, accedan a una vivienda,etc.

Entre el 2000 y el 2011, por ejemplo, se triplicó el número de países que implementaron programas de transferencias condicionadas de recursos hacia la población vulnerable, lo que se conoce en Ecuador como el Bono de Desarrollo Humano (BDH). Este subsidio permite a las familias pobres acceder a un bono de USD 50 mensuales a cambio de cumplir con varios requisitos como vacunar a los hijos o matricularlos en escuelas públicas.

En México, este tipo de programas se llama Oportunidades; en Argentina se lo conoce como Asignación Universal por Hijo (AUH), mientras que en Perú el más emblemático se denomina Juntos.  En Brasil hay varios, pero el más conocido es Bolsa Familia. En Venezuela subsidios a los alimentos, gasolina, electricidad.

Estos programas llevan aplicándose más de una década en la región, pero han sumado más adeptos desde mediados de la década pasada (ver infografía), cuando los precios del petróleo, cobre, oro, soya, alimentos, etc. empezaron a repuntar en el mundo, de la mano de la mayor demanda de China.

América Latina es una región productrora de materias primas, por lo que el boom de los ‘commodities’ se ha reflejado en mayores ingresos para los países, así como en tasas de crecimiento que permitieron ampliar la clase media. El Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo destacó este año que en la última década la clase media de la región creció 50%.  Casi un tercio de las familias latinoamericanas ya son de clase media, lo cual ha reducido le proporción de pobres.

Pero en este escenario de bonanza, el número de beneficiarios de subsidios está aumentando. Un  estudio del  Banco Interamericano de Desarrollo (BID), de finales del año pasado, muestra que 130 millones de personas  en 18 países de América Latina y el Caribe  recibían subsidios a través de los programas de transferencias condicionadas de recursos, casi el triple de los que existían en el 2001.

Pero este tipo de subsidios no son los únicos que se entregan. Hay otros beneficios que llegan en especies o de forma indirecta, beneficiando incluso a los menos pobres, gracias a la bonanza.

Agricultores, por ejemplo, acceden a semillas o fertilizantes a precios menores. Microempresarios también pueden obtener créditos de los gobiernos a tasas de interés que los bancos privados no podrían sostener.

Exportadores de Brasil, por ejemplo, han sido beneficiados de políticas de subsidio, con el fin de mantener su competitividad en el mercado internacional.
Y la gran masa de la nueva clase media, sobre todo en Venezuela y Ecuador, están usufructuado de los subsidios a los combustibles, en un escenario donde los precios del petróleo han alcanzado niveles históricos.  Mientras la mayoría de países paga el precio real del combustible, en los países que subsidian la gasolina, el diésel o el gas (GLP) los consumidores cancelan una quinta parte, dejando al Estado que pague el grueso de la factura.

¿Se ha ido muy lejos?

Marco Stampini y Leopoldo Tornarolli, del Banco Interamericano de Desarrollo (BID), presentaron en noviembre del año pasado un estudio sobre el crecimiento de las transferencias condicionadas de recursos en América Latina y el Caribe en el período 2001-2011. Los resultados demuestran que estos programas han representado más del 20% de los ingresos de los beneficiarios pobres, lo cual ha permitido bajar la pobreza.


Asimismo, los programas de mayor envergadura (Brasil, Colombia y México) han alcanzado tasas de cobertura entre el 50 y 55% de las poblaciones pobres.

Sin embargo, dice el estudio, en muchos casos de la región se ha extendido la cobertura para incluir a quienes viven en una situación de pobreza moderada y a los vulnerables, ocasionando que  el número de beneficiarios supera al número de pobres de la región entre 2006 y 2009. Una parte considerable de los presupuestos terminó dirigiéndose a hogares no pobres. En Ecuador la proporción de beneficiarios no pobres subió del 46% al 65% durante el período 2004-2010, y en México, de 40% a 61% en el período 2002-2010.

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Subsidios costosos y sin evaluación

Si bien los gobiernos latinoamericanos han aprovechado la bonanza económica para destinar más recursos a la población más pobre, la mayoría ha dejando en segundo plano la evaluación de sus programas. Y sin herramientas de medición eficientes, el monto asignado a los subsidios amenaza con desestabilizar las finanzas públicas, más cuando el número de beneficiarios se ha ampliado a la clase media e incluso alta. 

El ejemplo extremo está en Venezuela, donde los subsidios a los combustibles, alimentos, vivienda, transporte, salud, etc., ya representan alrededor del 25% del Producto Interno Bruto (PIB), unos USD 90  000 millones, según el director de la firma  Ecoanalítica, Asdrúbal Oliveros. Solo el subsidio a los combustibles, que beneficia a las personas que tienen auto, absorbió casi cinco puntos PIB.

Recientemente, el ministro de Planificación y Finanzas de Venezuela, Jorge Giordani, sugirió que en el país debía “acabarse lo regalado”. Pero hasta la fecha no hay ningún pronunciamiento que apunte a revisar los precios de los combustibles o la electricidad. Peor de los alimentos, donde el programa oficial destinó 8 000 millones de bolívares para para distribuir alimentos a bajo costo, muchos de ellos importados.

Esta política generalizada de subsidios también ha sido un pilar en los 10 años de administración kirchnerista, en Argentina. Empezó luego de la crisis de 2001. Eran acotados y dirigidos a mantener bajas las tarifas de servicios públicos. Pero con los años se tornaron en partidas millonarias.

Según datos de la Asociación Argentina de Presupuesto (ASAP), el año pasado el Gobierno destinaron 99 446 millones de pesos (USD 19 614 millones) para mantener estos beneficios, un 21% más respecto al ejercicio anterior y un 17% del total del gasto público.

Estos desembolsos ya representan una pesada carga para las arcas oficiales; de hecho, explican la mitad del déficit fiscal con el que cerraron las cuentas el año pasado.

Durante años, el Gobierno utilizó el sistema de servicios baratos como una manera de hacer política redistributiva. Pero la falta de planificación en áreas claves como la infraestructura y la energía y el transporte explica que ahora, gran parte de la Argentina tenga servicios baratos pero deficientes.

El país perdió el autoabastecimiento energético, en gran medida, por no tener un esquema de precios rentables en el mercado interno. En 2012, la factura para importar energía se llevó USD 11 000 millones. El transporte automotor y ferroviario, dos sectores cuestionados, terminaron 2012 con 6 300 millones en subsidios.

Evaluaciones pendientes

Las distorsiones que generan los subsidios generalizados también se pueden observar en Ecuador, donde el año pasado el 62% de los USD 5 400 millones registrados en subsidios se llevaron los combustibles, básicamente gas (GLP), gasolina y diésel, según el Observatorio de la Política Fiscal, una ONG que sigue de cerca el manejo fiscal.

Hace seis años, el Gobierno destinaba la tercera parte de esos recursos para financiar tres subsidios: combustibles, seguro social  y el Bono de Desarrollo Humano (BDH), siendo el primero el que más dinero demandaba (50%).

En los años siguientes aparecieron subsidios para agricultores, migrantes e incluso dueños de autos viejos, con el fin de apoyar una campaña de chatarrización.

Pero el esfuerzo por tener subsidios focalizados quedó anulado  por la política de precios a los combustibles, un tema que los presidentes ecuatorianos han preferido evadir por la inestabilidad política que ha causado cualquier intento de revisión de precios.  Tres ex presidentes de la República dejaron sus funciones, entre otras cosas, por intentar ajustar los precios, sobre todo de la bombona de gas de 15 kilos, cuyo precio oficial sigue  hasta hoy en USD 1,60.

Actualmente se ha puesto en marcha un plan por pulir la lista de beneficiarios del BDH, debido a que existen señales de que este subsidio está llegando a personas que no son pobres, lo cual resta eficacia a esta subvención que demandará este año cerca de USD 1 000 millones, unas cinco veces más de lo que requería seis años atrás.

El Gobierno ecuatoriano ha justificado el mayor monto de recursos para este subsidio, debido a los resultados en  la reducción de la pobreza, entre 8 y 12 puntos en el período 2006-2012, dependiendo cómo se mida.

Esos resultados no se observan en México, donde este bono, que data de 1997, lleva el nombre de ‘Oportunidades’.  

Ahí, el Consejo Nacional para la Evaluación de la Política de Desarrollo Social (Coneval) -organismo público que mide el desempeño de los programas- calculó que durante el 2011 el Gobierno invirtió alrededor de USD 56 198 millones en 273 programas sociales, pero no se ha logrado reducir los niveles de pobreza.

De acuerdo con datos de la Comisión Económica para América Latina y el Caribe (Cepal), México ocupa el octavo lugar entre las naciones con el mayor número de personas en condiciones de marginación, con promedios superiores a los de Colombia y Ecuador. 

Este organismo, en el documento “Sistema de protección social en México a inicios del siglo XXI”, concluyó que estas transferencias tienen un débil impacto en la reducción de la pobreza, “en especial Oportunidades, que permitió un freno en el incremento durante la crisis, pero no es la solución al problema de la pobreza”.

Para los gobiernos de la región es importante hacer este tipo de evaluaciones para medir el impacto de sus políticas de subvención. Sin embargo, hay países como Costa Rica que tienen un déficit en esta materia.

“Entre una administración y otra hay programas que se quitan, otros que se fortalecen y unos nuevos que se crean, pero ninguno se evalúa”, confiesa Mayra Díaz,  gerente del Instituto Mixto de Ayuda Social (IMAS) de Costa Rica, uno de los entes estatales que tiene a cargo subsidios focalizados.

Los aportes van desde dineros para comprar alimentos hasta financiamiento para iniciar emprendimientos. Pero no existe ninguna institución gubernamental que unifique la información sobre la cantidad y el monto de los subsidios, lo cual dificulta el análisis sobre los dineros destinados a programas de este tipo.


Pese a ello, existen proyectos como el Bono Familiar de la Vivienda que ha obtenido resultados concretos, como la disminución del déficit habitacional, hasta llegar a convertirse en el menor de Latinoamérica, según datos del Banco Interamericano de Desarrollo (BID).

Aún así, en el propio Gobierno hay conciencia de que ese instrumento se debe revisar. El ministro de Vivienda costarricense, Guido Alberto Monge, señaló que “la gratuidad de ese bono, si bien se justificaba en el momento de su creación (1987) por los niveles de pobreza que vivía el país, no parece justificarse ahora.

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* El GDA está integrado por La Nación (Argentina), O Globo (Brasil), El Mercurio (Chile), El Tiempo (Colombia), La Nación (Costa Rica), El Comercio (Ecuador), El Universal (México), El Comercio (Perú), El Nuevo Día (Puerto Rico), El País (Uruguay) y El Nacional (Venezuela).

marzo 18, 2013

La Argentina es el país más elegido por quienes se mudan dentro de la región

En la última década recibió a 500.000 de los 700.000 sudamericanos que migraron a un país vecino; los paraguayos y los bolivianos, a la cabeza.

José Guaderrama y Silvia Otero
EL UNIVERSAL/GDA

CIUDAD DE MÉXICO.– Algo está cambiando en el continente. Si bien la migración hacia los países del Norte sigue liderando la tendencia, la Argentina se transformó en un imán para ciudadanos de países vecinos: según datos de la Organización Internacional para las Migraciones (OIM), en la última década, de los 700.000 sudamericanos que salieron de sus países, 500.000 llegaron a la Argentina. Los paraguayos y los bolivianos encabezan la llegada de extranjeros al país.

Según datos de la Dirección General de Migraciones, entre 2004 y 2012, alrededor de 1.579.000 extranjeros solicitaron la residencia argentina. De los 5000 permisos que se otorgaron en 2004 a ciudadanos paraguayos, se pasó en 2006 a 177.593. Los permisos solicitados por bolivianos pasaron de 10.496 a 86.509 en el mismo período.

También ha sido significativa la llegada de europeos: en 2004, unos 312 españoles y otros 202 italianos solicitaron la radicación. En 2011, la cifra llegó a 2279 y 1800, respectivamente. Los colombianos, en tanto, en ocho años hicieron 47.758 solicitudes de residencia.

Las cifras de la OIM confirman que la Argentina se consolida como destino de la migración intrarregional. De esta forma, aun-que los Estados Unidos y Canadá siguen siendo los países que más americanos atraen (casi siete veces más que la Argentina, Chile, Colombia, Ecuador, El Salvador, México y Uruguay juntos), la migración interregional en América del Sur comienza a tomar auge.

“Ocurre por un conjunto de factores que incluyen mayores oportunidades en América del Sur en un momento más difícil para conseguir trabajo o para migrar hacia Europa o Estados Unidos”, precisó el funcionario de la OIM, el uruguayo Juan Artola.

Los más buscados

La Argentina, Brasil, Chile y Uruguay son los países más buscados y hacia los que se dirige el mayor flujo migratorio. En cambio, las dificultades para obtener la visa y la crisis económica han hecho que disminuya la cantidad de personas que buscan mudarse a los Estados Unidos, por ejemplo.

La crisis económica de los Estados Unidos ha afectado las industrias de la construcción, de servicios y las áreas agrícolas, donde trabajaban los inmigrantes. El flujo de mexicanos repatriados desde ese país ha registrado un descenso constante, desde 808.000 casos en 2000 a 278.000 en los primeros nueve meses de 2012.

Uruguay es otro de los países que lideran la migración dentro del continente. Entre 2000 y 2011, recibió a 25.000 extranjeros. Del total, 35% son argentinos; luego los siguen los brasileños y los españoles, empatados en 16%. Los italianos representan 7% de los extranjeros, y los peruanos, 4%. En Chile, la más reciente oleada inmigratoria ha casi duplicado el número de extranjeros registrados. En 2002 la cifra era de 184.464 y hoy es de 370.000, con un 66% de sudamericanos. Entre ellos, unos 61.873 argentinos.

Venezuela vivió un verdadero éxodo en 2012. La Oficina de Migración de Colombia registró la entrada de 181.674 venezolanos para residir en el país, de manera permanente.

El mismo año, el Instituto Nacional de Estadística de España contabilizó 3881 solicitudes para abandonar Venezuela. En 2010, unos 215.023 venezolanos llenaron una solicitud para radicarse en los Estados Unidos. No existe una cifra oficial sobre la cantidad de personas que han llegado a Venezuela en los últimos 14 años.

En el caso de Puerto Rico, la situación no es diferente de la de Venezuela: en la última década han emigrado 576.000 personas.

Aunque la crisis económica de Estados Unidos y la mejoría en las economías de la región representan factores que economistas y analistas presentan como claves para que disminuya la migración hacia ese país, la criminalidad y el riesgo que representa llegar al destino es sin duda otro de los datos a los que más importancia se les asigna.

La Organización Internacional para las Migraciones estima que por lo menos 150.000 personas ingresan cada año de forma ilegal a México a través de la frontera sur, y que unos 350.000 mexicanos salieron en 2011 hacia Estados Unidos.

Las migraciones forzosas y la trata de personas aparecen como contracara del incremento del movimiento migratorio de la región.

Este fenómeno, que derivó en acusaciones entre países, obligó a los gobiernos de México y América Central a firmar acuerdos y prometer acciones.

En Ecuador, las mafias de “coyoteros”’ [traficantes de seres humanos] ofrecen viajes al extranjero con visa a los Estados Unidos y estafan a las personas, que acaban siendo deportadas y en muchos casos, con un proceso judicial en su contra.

En 2012 se registró en Colombia el segundo año con más casos de extranjeros víctimas de trata de perso-nas detectados, después del 2010.

Sergio Bueno, director de Migraciones de ese país, señaló que se han incrementado las acciones de control en las rutas usadas para el tráfico y, además, que se han firmado convenios para fortalecer la investigación criminal.

El tráfico de personas no hace distinciones

En la región también se registra una abundante llegada de inmigrantes chinos sin documentos, movidos por traficantes de personas. En Perú solamente, por ejemplo, hay 5533 inmigrantes que se desempeñan en el sector servicios y comercio.

Pero ésa es apenas la cara formal de esta comunidad extranjera. Tan-to la policía como la Dirección General de Migraciones y Naturalización alertaron que desde que Ecuador eliminó la visa de turismo para todos los extranjeros, en 2008, la poco controlada frontera norte se convirtió en la principal ruta de acceso a Perú de inmigrantes chinos indocumentados.

Y una investigación de la organización Capital Humano y Social (CHS) sobre 17 casos de inmigrantes chinos ilegales permitió conocer que la mayoría paga entre 40.000 y 70.000 dólares a los traficantes, que no sólo se encargan de trasladarlos, sino también de conseguirles el alojamiento y un empleo. La tarifa incluye también la gestión de un nuevo documento que los acredita como ciudadanos peruanos.

En diciembre pasado, la policía uruguaya desarticuló una red inte-grada por ciudadanos argentinos y uruguayos que traficaban personas de origen chino. Los responsables eran policías argentinos y funciona-rios de la Dirección Nacional de Migraciones de Uruguay. El propósito era la explotación laboral de los chi-nos en la Argentina. Uruguay servía como país de tránsito.

En cuanto al gigante brasileño, hay traficantes que llenan el autobús de ciudadanos bolivianos con la prome-sa de mejores condiciones de vida. Todos acaban confinados en departamentos pequeños, según informó la senadora Lídice da Mata, relatora de la Comisión Parlamentaria de Investigaciones del Tráfico Nacional e Internacional de Personas del Senado brasileño.

Los asiáticos llegan a San Pablo para intentar alcanzar una vida no tan pobre como en su país. Lo mismo buscan los colombianos. Las mujeres, famosas por los concursos de belleza, disputan salarios de em-pleadas asistentes aun con un título de psicóloga o ingeniera. Los africanos arriban a El Salvador en grandes barcos y de manera clandestina. Algunos mueren en la travesía.

En cambio, los árabes prefieren instalarse en el centro oeste de Brasil. Los haitianos tomaron ciudades del norte de ese país, pero refuerzos de seguridad en la frontera hicieron que los traficantes desviaran a los inmigrantes, que ahora cruzan desde Bolivia hacia el Mato Grosso.

marzo 17, 2013

La CIDH, en peligro

Once diarios del Grupo de Diarios América (GDA) han unido sus voces, a través de este editorial conjunto, para alertar sobre la gravedad de una reforma impulsada en la OEA por varios países, que recortaría atribuciones de la Comisión Interamericana de Derechos Humanos y de su Relatoría de Libertad de Expresión.


La Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) de la Organización de los Estados Americanos (OEA), creada para proteger a los ciudadanos de los abusos de sus gobiernos, mira con profunda aprensión la próxima reunión de la Asamblea General de dicho organismo ante la eventualidad de que ella acuerde cercenamientos sustanciales a sus atribuciones, reduciéndola a una instancia sin alcances reales.
La referida cita, por realizarse el 22 de marzo en Washington, tiene la intención de poner fin a un proceso de más de un año de deliberación sobre el funcionamiento de la CIDH y, particularmente, de su Relatoría de Libertad de Expresión (RLE). De aprobarse las propuestas, ésta sería la décima reforma adoptada por la Comisión desde su fundación en 1959. A diferencia de las ocasiones previas, en este caso se trata de restarle facultades al ente.
A principios de esta semana, los Estados miembros de la Convención Americana de Derechos Humanos se reunieron en Ecuador para "afinar" las propuestas que presentarán el viernes. Entre los ocho puntos que se acordaron, se hace alusión al financiamiento de las relatorías. Ello podría dar pie, por ejemplo, a que se elimine su capacidad de financiamiento externo, lo cual, en la práctica, recortaría los fondos de la RLE.
Los intentos de recortar las facultades de la RLE, naturalmente, parten de los gobiernos más restrictivos de la libertad de expresión y, en consecuencia, los más criticados en sus informes. En particular, Venezuela, Ecuador y Bolivia han sido elocuentes en esta cruzada. El representante de Caracas en la OEA ha dicho que la CIDH "es un instrumento del imperio" y el fallecido Hugo Chávez calificó al secretario ejecutivo de esta última en términos que no es el caso reproducir. El mandatario ecuatoriano, Rafael Correa, ha señalado que la CIDH es "uno de los últimos vestigios del neoliberalismo de la región". A su vez, el presidente de Bolivia, Evo Morales, ha declarado que la CIDH ve violaciones "únicamente en países que no comparten las políticas del gobierno de Estados Unidos".
Tales naciones han encontrado apoyo en un grupo de miembros de la OEA, incluyendo a gobiernos que no pueden ser acusados de antidemocráticos, pero sobre los cuales la CIDH se ha pronunciado por diferentes motivos. Brasil, por ejemplo, fue objeto de una medida cautelar, no acatada por el gobierno, para detener la construcción de una represa hidroeléctrica. Colombia también ha recibido dardos por sus conocidos problemas en materia de derechos humanos. Acá aparecen gobiernos de orígenes muy disímiles unidos por un interés común: no estar sometidos a escrutinios externos por parte de organismos multilaterales.
No se trata de idealizar al sistema interamericano de derechos humanos. En el desempeño de sus delicadas labores es posible que éste haya incurrido en errores. Sin embargo, gran parte de las acusaciones que se le hacen derivan de haber cumplido con su función: enfrentar los abusos que los gobiernos han cometido y cometen contra las libertades ciudadanas, y en especial contra la libertad de prensa.
Ante las amenazas, los periódicos que integran el Grupo de Diarios de América (GDA) han decidido pronunciarse con una sola voz para decir que el sistema interamericano de protección de derechos humanos es resultado de una obra colectiva de más de seis décadas. Esta organización, nacida hace 21 años para promover la calidad periodística y defender la libertad de expresión en la región, se siente en la necesidad de dar un apremiante llamado de alerta. Reconocemos, además, que la CIDH ha sido igualmente firme para criticar lo que sucede en la cárcel de Guantánamo o el maltrato a los inmigrantes en Estados Unidos como para cuestionar las violaciones de derechos humanos y los abusos de poder en Venezuela y Ecuador, que hoy se han extendido a la Argentina con mecanismos tendientes a asfixiar a la prensa independiente.
Reducir la autonomía de la CIDH, quitarle posibilidades para que pueda financiarse y operar de manera independiente, no favorece a las personas ni a nuestras democracias. En tal sentido hay que hacerles un llamado firme a las 34 naciones presentes en la OEA para impedir que un organismo fundamental quede debilitado. Las capitales de las Américas están llamadas a demostrar su verdadero talante y su compromiso real con valores universales que separan la barbarie de la civilización.

febrero 28, 2013

NACION DATA en STRATA Conference

Momi Peralta Ramos de La Nación de Argentina y Sandra Crucianelli, del International Center for Journalists Knight International Fellowships Program, presentaron en la Strata Conference, en California, el trabajo en conjunto realizado con LA NACION durante el año 2012, abriendo datos públicos y desarrollando el periodismo de datos.


Sus presentaciones están aquí:

http://blogs.lanacion.com.ar/data/data-eventos/nacion-data-en-strata-conference/

febrero 12, 2013

ÍNDICE lanza su hogar digital


El innovador periódico ya está disponible en la web: 
 
(Indicepr.com)
Por Dalissa Zeda Sánchez / indice@gfrmedia.com
A cuatro meses de haberse lanzado en el mercado de  Puerto Rico como un medio  innovador, creativo y muy comercial,  el periódico ÍNDICE se enorgullece de abrir oficialmente su página web.  
Indicepr.com llega con el propósito de cumplir la promesa de estar siempre conectado con sus lectores y clientes en todas las plataformas disponibles. Esta es la solución 360. “Con el lanzamiento de la plataforma web de ÍNDICE, completamos nuestra propuesta multicanal. Esta herramienta digital complementa nuestro producto impreso, nuestro canal de promociones y nuestra presencia en las redes sociales”, expresó Loren Ferré Rangel, gerente general de ÍNDICE. 
“Ahora, nuestros lectores vivirán la gran experiencia de leer en cualquier momento las noticias al estilo único de ÍNDICE”, señaló David Colón, director asociado de ÍNDICE. “Esto significa un gran reto para todo el personal editorial porque tenemos la responsabilidad de encontrar y producir esas noticias que hacen diferente a nuestro producto. Estamos haciendo historia en Puerto Rico con esta oferta 360”.
Durante los pasados meses, ÍNDICE ha logrado marcar una sólida presencia en las redes sociales y ya cuenta con cerca de 60,000 fans en Facebook. Además, fue el periódico oficial del concierto de Calle 13, de las Fiestas de la Calle San Sebastián y del evento de surfing Rip Curl Pro Puerto Rico, que culmina mañana.  Ahora, con el lanzamiento de la página web, las posibilidades son infinitas. “En nuestro sitio web, los anunciantes podrán ser igualmente creativos, tal y como lo han hecho en nuestras páginas impresas, donde las pautas de anuncios en portada han sido de gran impacto y beneficio para sus marcas”, manifestó, por su parte, Javier Vidal, vicepresidente de Administración de ÍNDICE.
Navegación inteligente 
El formato de indicepr.com responde al innovador diseño de la edición impresa. La navegación es sencilla y agrupa los contenidos noticiosos en las ya conocidas secciones del periódico. 
Bajo la sección Informa,  encontrarás noticias locales e internacionales, de entretenimiento y deportes. En Conecta, disfrutarás de lo mejor de la casa –el Ín House– así como de la sección de Ín Action. Bajo Inspira, podrás ver todas las notas de moda, estilo, belleza, salud y tecnología.
El sitio web está diseñado para responder y adaptarse a la pantalla de cualquier dispositivo digital. Esto quiere decir que podrás acceder a indicepr.com desde tu smartphone, tablet o computadora sin ningún inconveniente. “La arquitectura del sitio ha sido pensada para proveer una estructura flexible que fomente la innovación publicitaria y maximice el contenido editorial”, aseguró Ferré Rangel.